Seminário em SP discute agenda pós-2015

A redução da pobreza é um dos eixos da agenda de desenvolvimento pós-2015. Crianças na favela de Kallayanpur, uma das favelas urbanas em Daca, Bangladesh. Foto: ONU Brasil/Kibae Park

A redução da pobreza é um dos eixos da agenda de desenvolvimento pós-2015. Crianças na favela de Kallayanpur, uma das favelas urbanas em Daca, Bangladesh. Foto: ONU Brasil/Kibae Park

O período entre 2013 e 2015 será de fundamental importância para o futuro das atividades da Organização das Nações Unidas (ONU), de outros organismos multilaterais, de governos e de entidades da sociedade civil que trabalham questões relacionadas ao desenvolvimento humano sustentável nos três pilares centrais tratados pelas Nações Unidas: econômico, social e ambiental. Em sua 68ª Assembleia, realizada em Nova Iorque, em setembro de 2013, a ONU definiu os processos da chamada “agenda pós-2015” que culminará na aprovação dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Neste contexto, a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), a Artigo 19 e a Fundação Friedrich Ebert (FES), estão realizando o seminário “Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável: o que está em jogo nestas negociações? – Análises e estratégias da sociedade civil”, que acontece amanhã (10), das 9h às 17h, na sede da Abong, em São Paulo.

A etapa final de definição dos ODS acontecerá na 69ª Assembleia Geral da ONU que terá início em 16 de setembro próximo. As referências para a Assembleia serão os relatórios do Grupo de Trabalho Aberto, do Comitê de Peritos em Desenvolvimento Sustentável e o do Painel de Alto Nível. Com todas essas informações, o Secretário-Geral fará seu informe para a 69ª Assembleia, que definirá os passos seguintes da negociação.

As atividades do Grupo de Trabalho Aberto, que resultaram em um relatório com 17 propostas de ODS, contaram com considerável influência de organizações da sociedade civil global. Estas atividades trazem em relevo questões chaves que precisam ser trabalhadas internamente nos países. No Brasil, por exemplo, é preciso dar continuidade ao trabalho de articulação entre a sociedade civil e continuar dialogando com o governo brasileiro para a construção de uma posição nacional que reflita anseios e demandas.

Ao mesmo tempo, é necessária e urgente maior apropriação e compreensão dos ODS pelo amplo conjunto das organizações brasileiras e pela sociedade. Para isso, é fundamental compartilhar informações, aumentar a visibilidade do tema nas diferentes mídias e aprofundar o debate sobre os eixos que compõem esse novo programa e as principais questões e tensões políticas em curso nas negociações intergovernamentais.

A programação completa do Seminário pode ser vista aqui.

*Texto original publicado no site da Abong

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